Herói Esquecido – Segunda Guerra Mundial

publicado em:20/03/18 1:22 AM por: Jurandir Figueiredo Gente da TerraHistórias e Fatos

Terça-Feira, 20 de Março de 2007 | 1 comentário – Atualizado em 2020

Um Herói esquecido.

Era de 1940 o mundo fervia em uma ebulição nunca vista a segunda guerra mundial envolvia a maioria das nações do mundo, poucas eram neutras. Das paragens do Ribeirão Pequeno, um jovem de estatura mediana recém incorporado às fileiras do Exercito Brasileiro, é escolhido para compor as tropas das FEB (Força Expedicionária Brasileira). Assim milhares de jovens como ele seguiram para o Rio de Janeiro para intensivo treinamento de infantaria (soldado a pé). Depois de meses de treinamento embargaram para Itália, desembargando em Nápoles. Imaginem atravessar o oceano atlântico com a sensação que você poderia morrer a qualquer momento, pois foram varias semanas de viagem de navio, com os submarinos alemães rondando o oceano. Lá foram meses de frio intenso e neve, entocada como ratos dentro de trincheiras e buracos encharcados, de batalha em batalha os pracinhas foram forjando sua coragem e bravura nos campos de luta do continente europeu.

Quando chegaram foram olhados com desconfiança, os veteranos americanos não acreditavam nos brasileiros e os soldados alemães mais veteranos ainda, pois a maior parte das tropas era composta pelos melhores soldados da época veteranos das campanhas da Rússia os mais corajosos e endurecidos soldados da Europa, os desprezavam. E do final de 1944 a 1945 – eles lutaram em Monte Castelo, Montese, Fornovo, em uma das batalhas cercaram uma divisão inteira de soldados alemães que se renderam aos soldados brasileiros. Um ano após o fim da guerra eles voltam para casa, uma homenagem aqui outra ali e com o passar dos anos tudo foi sendo esquecido, com seus traumas e neuroses a maioria nunca se recuperou.

O Ribeirão Pequeno tem um expedicionário e nosso site faz uma está homenagem a este herói esquecido. E aos demais também. Este foi meu tio Sd. Jovino Salvador. 2º Tenente R/2 de Artilharia.

 

Enviado por: Laerte Silva

 

Comentários
1 – Antonio José Vicente da Silva 27/01/2008
Laerte, a história q vc acabou de narrar a respeito de seu tio (meu primo) tem mais uma parte q talves vc não saiba. Minha mãe (Lica) morava no Rio de Janeiro e o Jovino antes de embarcar para Itália, passou por nossa casa para se despedir de minha mãe. Ela então sempre fazia suas orações para q ele retornasse ao Brasil, com vida e com saúde. Quando voltou da guerra, foi ver sua prima (minha mãe) e ela mostrou a ele a foto de uma Santa com uma vela acesa q ficava em cima de uma cristaleira e, quando ele se aproximou o quadro da Santa tombou e apagou a vela. A partir daí ela não mais acendeu a vela, pois significava q a promessa estava cumprida. Minha mãe sempre contava esta história, ela faleceu no dia do seu aniversário ao completar 80 anos. Laerte, se o Jovino era seu tio, quem são seus pais? Em qual município vc reside? Grande abraço!



A última modificação foi feita em:maio 14th, 2020 as 7:10 PM


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