Sexta-Feira, 06 de Abril de 2007
Este poema foi encontrado, em pleno campo de batalha, no bolso de um soldado morto.
Escuta Deus: jamais falei contigo.
Hoje quero saudar-te, Bom dia!
Como vais? Sabes?
Disseram que tu não existe, e eu tolo acreditei que era verdade. Nunca havia reparado a tua obra.
Ontem á noite da trincheira rasgada por granadas, vi teu céu estrelado, e compreendi, então,que me enganaram. Não sei se apertarás a minha mão. Vou te explicar e hás de compreender. É engraçado: neste inferno hediondo achei a luz para exergar teu rosto. Dito isto, já não tenho muito coisa a te contar: só que... que... tenho muito prazer em conhecer-te. Faremos um ataque á meia-noite. Não sinto medo. DEUS, sei que tu velas... Ah! é o clarim! Bom Deus, devo ir-me embora.Gostei de ti, vou ter saudades... Quero dizer: será cruenta a luta, bem sabes, e esta noite pode ser que eu vá bater-te á porta! Muitos amigos não fomos, é verdade. Mas... sim, estou chorando! Vês, Deus,penso que já não sou tão mau. Bem Deus tenho que ir. Sorte é coisa bem rara: Juro, porém: já não receio a morte...
O Ribeiraopequeno.com.br oferece textos informativos, historias e fotos para divulgação das Comunidades do Distrito de Ribeirão Pequeno - Laguna - SC. Caso o visitante discorde de algum texto ou foto e queira reportar o fato à nossa equipe: (Fale Conosco)
Desenvolvimento: MaxterNews