Quinta-Feira, 21 de Setembro de 2006
NOSSOS CARNAVALESCOS
Canuto Menezes, Galdino Felix, Ezaú Alves, Quintino Miranda, Paulo Fermiano, esses senhores formavam blocos e construíam história nas letras rebuscadas nas pessoas da dona Benta e Otilia Oliveira, percebe-se que a cultura, a competição e a emoção carregada de saudades das duas quando narraram os fatos.
Vejamos algumas letras de Canuto Menezes, Quintino Miranda, etc...
MEXICANOS
Canuto Menezes
Sou mexicano, sou mexicano
Meu conjunto é que vai dançar
Vem comigo, que a vida é boa!
A vida é boa mas precisa trabalhar.
Vem, Vem comigo
Tenho certeza que tu vais gostar
Meu bloco não é de pirata
Não uso pistola, nem uso facão
Vem comigo mexicana
Não sou pirata não.
Sou mexicano, bem mexicano
Já brilha o meu Ribeirão
Mexicana vem comigo
És o Grande quizito do meu coração.
BLOCO DO LEQUE
Canuto Menezes
Pra trazer brisa
Nesses dias de calor
Chegou o bloco do leque
Com todo seu primor
O direito nos assiste
A qualquer outro conviva
por isso agora vamos
Ao momo dar uma viva.
Louras, mulatas e negrinhas
Não faça confusão
Não toque nessa moreninha
Que ela é rainha
Lá no Ribeirão.
Ventarada não se usa
Em tempo de carnaval
Não sei por que os invejosos
Ainda usam tal
O leque trás brisa
E vence mais um carnaval.
Segundo dona Benta, era um pique com outro bloco que saiu com umas ventarolas de palha de milho.
a rainha do Bloco do Leque, era a dona Clara Mercedes, quando festejamos esse centenário apenas o seu esposo se fez presente, dona Clara já havia falecido.
BLOCO DAS DAMAS
Quintino Miranda
Olé, olé, olé, olé, olé, olá.
Arreda do caminho
Que as damas
Vão passar
As damas são
De fato caprichosas
Para tomarem parte
Nas festas grandiosas
Pois todos sabem
Ninguém pode ignorar
Que as damas quando jogam
É somente pra ganhar.
Valetes, reis e ases
Quero ver o maioral
É claro que coringa
Não faltou no carnaval
Não tem valor a carta
Que escondes noutra mão
As damas já venceram
O carnaval do Ribeirão.
GAÚCHAS
Canuto Menezes
Somos gaúchas reunidas
Conforme diz nosso refrão
Contra o poder e a resistência
Formamos nossa união
Sambando, alegremente
Com todo garbo e muita glória
Vamos vencer mais uma vez
Para contarmos sempre a vitória
Somos gaúchas, somos batutas
É batuta sem rival
Gaúcha nasceu pra luta
Não temos outra igual
Dos farroupilhas, trazemos a força
Desse povo fenomenal
O Ribeirão já decidiu
Vencemos mais um carnaval
AS MALANDRINAS
Quintino Miranda e Agenor Bessa
O bloco das malandrinhas
Vem brincar com prazer
Em tempo de carnaval
Somos colombinas pra valer
Tu não me convidasse
Nem me desse um sinal
Fiz a minha fantasia
E vou ganhar o carnaval
As malandrinhas tem muito gosto
Samba no pé e no coração
Faz brilhar com alegria
O carnaval do Ribeirão
Segundo dona Benta e a Otilia um compositor ou colaborador do bloco não convidou o outro para participar, eles fizeram a letra do bloco e foram complicar.
MULTICORES
Galdino Felix
O cordão dos multicores
Dão três vivas nesse dia
Viva, viva, viva o carnaval
O grande rei da folia
Viemos lá de cima
Com as cores do arco-íris
Pra saudar a grande festa
E ao momo dar uma viva
Com perfume das rosas
E as cores do bambão
Somos todos borboletas
Beijando a alegria linda flor
Do meu Ribeirão.
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